[A elegância, a riqueza, a
complexidade e a diversidade dos fenómenos naturais que decorrem de um conjunto
simples de leis universais é parte integrante do que os cientistas querem dizer
quando empregam o termo "beleza"].
- Físico americano.)

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Estará a porosidade das areias relaccionada com a granulometria e com o grau de calibragem?


Tema/ Teoria
: Processos e materiais geológicos importantes em ambientes terrestres. - Rochas detríticas.

Resumo: As rochas sedimentares detríticas são predominantemente constituídas por sedimentos de origem detrítica, sendo a sua granulometria variável. Assim, a classificação dos sedimentos detríticos é realizada de acordo com as dimensões desses materiais-granulometria. Nas rochas detríticas, os detritos podem apresentar-se angulosos ou mais ou menos arredondados de acordo com a duração do transporte dessas partículas, com a distância percorrida e com a dureza do material.
Assim, para caracterizar este tipo de rochas são importantes a composição, a dimensão, a distribuição e a morfologia dos detritos. Por isso, as rochas detríticas podem ser consolidadas, cujos materiais estão ligados por um cimento, ou não consolidadas, como, por exemplo, as areias, que são rochas areníticas não consolidadas.
As rochas areníticas são rochas desagregadas que podem dar muitas informações sobre a fonte dos materiais e sobre o ambiente de formação. Entre os grãos de areia existem poros onde a água ou o ar podem circular, devido às diferentes formas que cada grão toma. Por essa razão as areias são muito permeáveis.

Palavras-chave: rochas sedimentares detríticas; rochas consolidadas; rochas não consolidadas; granulometria; calibragem; porosidade; permeabilidade; morfologia dos sedimentos; transporte dos sedimentos; dimensão dos detritos.

Observação/ Resultados:
Para determinar a porosidade dos diferentes materiais, procedeu-se à reunião de vários tipos de areias, variando no tamanho dos seus detritos, granulometria, e na calibragem respectiva, podendo assim ser analisadas areias muito diversificadas.
Assim, procedeu-se à medição de 300g de cada tipo de areia, colocando essa quantidade numa caixa de vidro para, posteriormente, ser saturada de água.

Tipos de areia:



  • AREIA BASTANTE FINA








Corresponde à areia 1

  • AREIA RELATIVAMENTE FINA








Corresponde à areia 2

  • AREIA UM POUCO GROSSEIRA








corresponde à areia 3

  • AREIA GROSSEIRA








corresponde à areia 4

  • AREIA BASTANTE GROSSEIRA








corresponde à areia 5


  • AREIA MUITO GROSSEIRA








corresponde à areia 6


  • MISTURA











Sendo que as areias 1, 2 e 3 correspondem a areias com granulometria baixa e bem calibrada, as areias 4,5 e 6 correspondem a areias com granulometria elevada e com uma má calibragem, e a areia 6, que corresponde a uma mistura, é uma areia com uma granulometria variada e muito mal calibrada, uma vez que os detritos apresentam formas e tamanhos muito diversificados.
De seguida mediu-se uma determinada quantidade de água numa proveta e adicionou-se essa água à areia que se encontrava na caixa de vidro. Aquando da saturação do solo, a adição de água terá de ser anulada, de modo a que o solo fique minimamente saturado.
















Término este procedimento, todas as condições necessárias para os cálculos das porosidades dos variados materiais estão realizadas.

  • Cálculo da porosidade:

Para a medição do volume de poros utilizamos a sua correspondência à quantidade de água no solo saturado.

Assim, para determinar a quantidade de água existente no solo saturado, procede-se desta forma:

  • Mede-se a quantidade de água existente na proveta antes desta ser adicionada à areia;
  • Após a adição da água necessária para a saturação da areia, medir a quantidade de água que ainda restou na proveta;
  • A quantidade de água no solo saturado corresponde à diferença entre a água inicialmente existente na proveta e a água que restou na proveta após a adição no solo.
Para calcular o volume da areia coloca-se os 300g do material anteriormente medidos e transfere-se essa quantidade para um goblé. O volume mede-se assim directamente.

Quantidade de água

Solo

Medida

(ml)

Em excesso

(ml)

No solo

(ml)

Volume do solo seco

(ml)

Areia1

250

170

80

170

Areia2

190

100

90

190

Areia3

250

160

90

200

Areia4

170

96

74

200

Areia5

200

138

62

210

Areia6

138

70

68

230

mistura

230

164

66

160



Registados os volumes necessários, procedeu-se ao cálculo da porosidade das diferentes areias, tendo-se verificado os respectivos resultados.

Solo

Porosidade (%)

Areia1

47.1%

Areia2

47.4%

Areia3

45%

Areia4

37%

Areia5

29.5%

Areia6

29.6%

mistura

41.25%



Observações:
  1. Realmente houve a comprovação de que na areia existem poros, uma vez que ocorreu uma penetração da água nos espaços vazios entre os sedimentos.
  2. Aquando da adição de água à areia 2 verificou-se uma espécie de "fumo" a ser libertado. Esse facto deve evidenciar a existência de partículas minúsculas misturadas com as restantes de maiores dimensões, ou seja, de poeiras.
  3. Na areia seca seca foi possível ouvir um som no momento em que a água penetrava e preenchia os espaços vazios.
Discussão dos resultados:

Após término desta actividade laboratorial é concebido o dever de dar resposta a determinadas questões "pós-laboratoriais".
  • Como explica a existência de poros nas areias?
Como está referido no resumo desta actividade, os detritos podem assumir formas e tamanhos muito diversificados, diversidade essa que é causada pela duração do transporte que estes sedimentos sofrem, pela distância percorrrida e, inclusive, da própria dureza do material, pelo que, assumem formas, por vezes, bastante divergentes. Essa não-coerência de formas leva a que, na maioria dos casos, os sedimentos se juntem e entre eles se formem lacunas por onde a água e o ar podem circular. Essas lacunas, ou "poros" aumentam assim a permeabilidade da rocha.
  • Pretende-se agora fazer uma breve comparação dos resultados obtidos.
Através dos cálculos é nos possível afirmar que o material mais poroso é a areia 2, pois foi a que gastou mais água para ficar saturada por volume total de areia, seguida da areia 1 e da areia 3.
Assim, as areias que apresentam maior porosidade são as de menor granulometria. A porosidade do material, de uma maneira generalizada, vai diminuindo com o aumento do tamanho dos sedimentos, pelo que é possível estabelecer uma relação entre a granulometria dos materiais e a porosidade da rocha desagregada.
Teoricamente a areia que apresentaria maior porosidade seria a areia 1, pelo facto desta ser constituída por sedimentos de reduzidas dimensões e bem calibrados. Tal não foi verificado devido, principalmente, a erros na observação dos materiais ou na própria elaboração do procedimento, podendo estes sedimentos não ser tão bem calibrados como se pensava, ou até devido ao facto de terem ocorrido pequenas imprecisões na adição de água para a sua saturação.

Atendendo agora à calibragem dos materiais, seria de esperar que as areias que apresentassem maior porosidade fossem as bem calibradas e as areias mal calibradas apresentariam uma menor porosidade pelo facto da existência em simultâneo de partículas pequenas e de maiores dimensões, sendo assim possível às partículas pequenas ocuparem as lacunas deixadas entre as partículas grandes. Assim, diminuíam-se os espaços entre os sedimentos, ou seja, a porosidade.
De facto, as areias 4,5 e 6, apresentam-se mal calibradas e apresentam também uma menor porosidade, estando em concordância com o que foi mencionado no paragrafo anterior. Tal não se verifica com a mistura (junção de areias mais pequenas e outras maiores), apresentando-se esta muito mal calibrada e com uma porosidade bastante elevada (quase tão elevada como a da areia 1). Assim, era de esperar que essa areia apresenta-se um menor grau de porosidade.
Para a realização da mistura era necessário a utilização de areia fina e areia mais grosseira, estando estes materiais em partes iguais. Tal não foi executado e, devido a uma falha procedimental, foi realizada a mistura utilizada nesta actividade através da junção de areia 1, 3 e 5. As areias 1 e 3 correspondem a uma areia bem calibrada e de reduzidas dimensões. Apenas a areia 5 corresponde a uma areia de menor calibragem e de maior dimensão, pelo que, na junção destes três materiais, predominem os materiais melhor calibrados e de dimensões mais pequenas, pelo que a porosidade também é afectada, sendo essa bastante elevada, causa da não proporcionalidade no uso dos materiais para a mistura.

Estará a porosidade das areias relacionada com a granulometria e com o grau de calibragem?
  • De uma forma geral, é possível estabelecer uma relação entre a porosidade do material e a granulometria e grau de calibragem do mesmo. Assim, pode ser observado que a porosidade vai diminuindo com um aumento da granulometria e vai diminuindo com a diminuição do grau de calibragem do material.

Referência bibliográficas:

http://ciencias.esec-sampaio.net/index.php?option=com_content&task=view&id=40&Itemid=61

Silva, Amparo Dias; Santos, Maria Ermelinda; Gramaxo, Fernanda; Mesquita, Almira Fernandes; Baldaia, Ludovina; Félix, José Mário. (2010). Terra, Universo de Vida: 2ª Parte, Geologia. Porto: Porto Editora.


sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Estrutura do fruto e da semente

Tema/Teoria: Reprodução nos seres vivos: Reprodução sexuada nas plantas.

Resumo: Os seres vivo podem se reproduzir assexuadamente, em que a fusão de gâmetas não é verificada, ou então sexuadamente, onde os gâmetas se fundem, formando uma estrutura que se designa ovo ou zigoto. As plantas, podem utilizar ambos os modos de reprodução, sendo o segundo um processo mais vantajoso pois concede aos seres uma maior variabilidade genética, sendo esta responsável por uma maior adaptação a uma alteração ao meio ambiente. Assim sendo, no processo de reprodução sexuada nas plantas há a participação de um gâmeta feminino, a oosfera, e de um masculino, designado anterozóide. Os gâmetas são produzidos numa estrutura designada por gametângio, que, no caso dos gâmetas femininos se designa arquegónio, e no caso dos gâmetas masculinos se designa anterídio. As plantas têm um ciclo de vida haplodiplonte, sendo a meiose pré-espórica, ou seja, antecede a formação dos esporos, sendo estes fundamentais para a germinação de uma estrutura, gametófito, onde se formam os gâmetas. O ovo formado da fusão de dois gâmetas é protegido por intermédio de uma estrutura designada por semente, estando esta no interior do policarpo, cuja principal função é de protecção e de nutrição do embrião.

Palavras-chave: Reprodução assexuada; reprodução sexuada; plantas; gâmetas; fecundação; variabilidade genética; esporos; semente; anterozóide; oosfera; gametófito; esporófito; fruto.

Observações: Foram observadas e analisadas duas estruturas pertencentes exclusivamente a plantas angiospérmicas, ou seja, plantas que para protecção da semente, desenvolvem uma estrutura designada por fruto. Assim, observou-se um fruto e uma semente, que, embora pertencentes a plantas diferentes, desempenham uma função semelhante e indispensável à reprodução destes seres. Observou-se portanto um fruto, o fruto da macieira, ou seja, a maçã, onde foi efectuado um corte longitudinal de modo a ser possível observar a semente e toda a estrutura interna sua protectora.

O esquema de montagem será apresentado seguidamente.

Posteriormente, e depois de os feijões demolharem algum tempo, de modo a ficarem mais flácidos para uma melhor visualização, foi possível proceder à visualização desta semente do feijoeiro. Assim, foi cortada longitudinalmente toda a estrutura da semente, tendo-se assim uma boa percepção de toda a constituição do feijão. Os momentos de observação foram registados e o esquema de montagem efectuado, sendo estes de seguida apresentados.


Discussão dos resultados:

Ao longo desta experiência estudou-se o fruto e a semente e sobre estas duas estruturas e descobriu-se vastas informações.
Para nos ajudar a descobrir todas essas informações conta-se com a presença de dois amigos que serão muito úteis na descoberta de mais informações sobre o fruto e a semente.










A minha origem:

Os frutos originam-se a partir dos ovários das flores e intervêm de uma forma importante no ciclo de vida das angiospérmicas. Quando o ovo é formado, ou seja, quando ocorre a união de gâmetas, o óvulo fecundado desenvolve-se, originando a semente e o ovário da flor inicia um processo de desenvolvimento, crescendo, pela acção de mitoses e, embora menos incidente, de hormonas vegetais, alterando a sua estrutura, a sua cor e sabor. A este “ovário estruturalmente mais desenvolvido” dá-se o nome de policarpo, vulgarmente designado por fruto, contendo no seu interior a semente e o embrião em desenvolvimento.

A minha função:
O fruto tem como principal função a protecção da semente que normalmente se encontra no seu interior em desenvolvimento. O policarpo é constituído por um conjunto de substâncias nutritivas que asseguram um total desenvolvimento do embrião.

Quando a semente se encontra totalmente formada e desenvolvida, ocorrem mecanismos para a libertação das mesmas, assim, o fruto pode abrir-se e libertar a semente de uma forma explosiva, fazendo com que esta tenha um maior alcance, pode ainda libertar a semente pelo processo de amadurecimento, através da actuação de hormonas vegetais nesse processo, como por exemplo as auxinas, ou pode ainda ocorrer a intervenção de animais no processo de disseminação da semente. Como o fruto é constituído por diversas substâncias nutritivas, os seres aproveitam essa matéria na sua alimentação, assim, muitos deles, colhem os frutos das árvores e alimentam-se deles, libertando a semente para o solo, possibilitando a germinação desta. Cada vez mais são visíveis vários mecanismos adoptados pelas plantas para a disseminação das suas sementes, um fruto com um aspecto satisfatório é mais rapidamente escolhido pelos consumidores, e assim as suas sementes são mais rapidamente dispersas.

A minha constituição:
A constituição básica do fruto é a apresentada na imagem seguinte:

A parte mais externa do policarpo é designada por epicarpo, o qual se forma a partir da epiderme do carpelo, podendo ser rugosa, espinhosa, lisa, e é vulgarmente reconhecida como sendo a casca do fruto.
A parte intermédia é o mesocarpo, onde, normalmente, se acumulam grande número de substâncias de reserva. Essa região resulta do desenvolvimento do mesofilo carpelar.
A zona mais interna do fruto é designada por endocarpo e normalmente é a zona mais resistente, uma vez que se encontra mais próximo da semente. Esta zona provem do desenvolvimento da epiderme interna do carpelo, sendo normalmente muito espessa e rígida, de modo a assegurar uma maior protecção da semente.
Os frutos não são todos iguais, assim sendo, a estrutura destes varia, podendo existir frutos de aspecto diversos, por exemplo, na maioria dos frutos o mesocarpo é uma região suculenta, mas em outros frutos esta pode ser uma região muito seca. Com esta iminente diversidade de frutos é necessário proceder a mecanismos de classificação.











Classificação dos frutos:

Os frutos, devido à sua diversidade, podem ser classificados de acordo com diversos critérios.

Quanto à composição

Frutos Simples

Frutos Compostos

Os frutos simples são derivados de um único ovário de uma flor. (Ex: maçã…)

Frutos derivados de vários ovários. (Ex: morango…)


Quanto à abertura

Frutos Deiscentes

Frutos Indeiscentes

São frutos que se abrem de forma espontânea na maturação.

(ex: castanha)

São frutos que não se abrem espontaneamente quando maduros.

(ex: maçã)


Quanto ao tipo

Fruto Carnoso

Fruto Seco

São frutos que apresentam um pericarpo suculento.

(ex: laranja)

São frutos que apresentam um pericarpo geralmente seco.

(ex: noz)


Quanto ao número de sementes

Monospérmico

Polispérmico

Uma só semente.

(Ex: coco)

Mais do que uma semente.

(Ex: maçã)













Normalmente as pessoas confundem o termo “fruta” e “fruto”, ou seja, um alimento pode ser conhecido por fruta, mas na realidade não ser um fruto, ou pode mesmo ser conhecido como não sendo fruto, mas na realidade o ser. Por exemplo, o tomate é vulgarmente designado por legume, mas pelo facto de a sua estrutura ter sido desenvolvida através do ovário de uma flor, é considerado fruto.

A minha origem:
A semente gera-se a partir do óvulo, aquando da fecundação dos gâmetas, ou seja, o ovo é formado e o óvulo é desenvolvido, formando a semente, de modo a proteger o embrião e mais tarde facilitar o processo de germinação.

A minha função:
A semente desempenha um papel primordial na reprodução das plantas. Os animais, por exemplo, são capazes de procurar as suas condições mais favoráveis ao seu desenvolvimento, mas as plantas, incapazes de se locomoverem, não adquirem essa competência, pelo que necessitam de um mecanismo de dispersão dos seus futuros descendentes. A semente colabora na dispersão das sementes, possuindo, em alguns casos características aptas para esse procedimento, como por exemplo, a existência de sementes com estruturas semelhantes a asas.
Muitas vezes os mecanismos de dispersão das sementes são responsabilidade dos frutos, como foi anteriormente estudado, mas outras vezes a semente carrega essa função, sendo até, algumas vezes, um papel simultâneo destas duas estruturas. As sementes encarregam também um papel protector, protegendo o embrião de factores externos e assegurando o seu desenvolvimento, pelo fornecimento de nutrientes e proteínas indispensáveis ao seu crescimento até à idade capaz de sintetizar o seu próprio alimento. Em algumas sementes é desenvolvida uma parede espessa e muito resistente capaz de conceder uma maior protecção ao embrião e evitar uma supérflua perda de água.
Quando o embrião está totalmente desenvolvido, os nutrientes são consumidos na totalidade, pelo que a estrutura da semente fica cada vez menos aparente. Nestas condições e após um total período de desenvolvimento, o novo ser cresce e assegura-seassim a continuidade da espécie.

A minha constituição:
A constituição básica da semente do feijão é apresentada na imagem seguinte.
Para nutrir toda a estrutura do embrião é necessária, como já foi anteriormente referido, uma reserva de nutrientes e de proteínas, indispensáveis ao desenvolvimento do embrião. Essa reserva está presente nos cotilédones da semente, desenvolvida por um tecido denominado endosperma, podendo existir em diferentes unidades, dependendo do tipo de sementes.
Esses nutrientes e outros produtos sintetizados pela planta são transmitidos à semente através do hilo, estrutura oval e mais saliente.
O embrião é sem dúvida o ponto culminante dos constituintes da semente, é ele que vai dar origem, através de germinação, à nova planta e consiste num vegetal ainda muito precoce.
A parte externa da semente corresponde ao envolvimento do óvulo e designa-se tegumento. Corresponde a uma estrutura rígida, invólucro protector da semente.

Classificação das sementes.

Com um cotilédone

Com dois cotilédones

Sementes que apenas apresentam um cotilédone. (ex: feijão…)

Sementes que apresentam dois cotilédones. (ex: milho)


Sem endosperma

Com endosperma

Ex: coníferas…

Ex: feijão…















Existem sementes comestíveis, mas também existem sementes venenosas, e outras podem ainda ser utilizadas em diversas outras coisas, como por exemplo refrigerantes.
A semente mais antiga encontrada e que germinou foi a semente de tamareira e tinha 2000 anos de idade.

















Referências:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Vanilleae

http://pt.wikipedia.org/wiki/Semente

http://pt.wikipedia.org/wiki/Endosperma

http://pt.wikipedia.org/wiki/Fruto

http://www.portalbrasil.net/educacao_seresvivos_plantas_angiospermas_fruto.htm

http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/hormonios-vegetais/hormonios-vegetais-4.php

http://www.google.pt/imgres?imgurl=https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgisSRq1jhn9UyOliWgFHvvZIisfaDB7J-T1_BjcX9u2swqhWxhTyhAlIU5lpdeApncq_Mex7Eu5IH7iQbsLz97G7aqyDIR1XgD3zX5bcKhh8SVbCt71-4WY_a7vfVmEdgJDU42w_jkblM/s320/040927-monkey.jpg&imgrefurl=http://rabiscosegatafunhos.blogspot.com/2008/11/histria-sexual-da-vida-de-um-homem.html&usg=__lQ6_gqeKoeNnc3faDaAVoEI2nhA=&h=227&w=302&sz=16&hl=pt-pt&start=0&zoom=1&tbnid=YI9FNaEQcZT0PM:&tbnh=129&tbnw=177&ei=pending&prev=/images%3Fq%3Dmacaco%2Ba%2Bcomer%2Bbanana%26hl%3Dpt-pt%26biw%3D1024%26bih%3D531%26gbv%3D2%26tbs%3Disch:1&itbs=1&iact=rc&dur=461&oei=2otBTYe8I4ii8QO-xIn0Dw&esq=7&page=1&ndsp=18&ved=1t:429,r:4,s:0&tx=75&ty=66

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http://biofruto.blogspot.com/

http://www.google.pt/imgres?imgurl=https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgU_bCfdHLqtVQ7tcEXwBHoemmjxk-2-96SAjclV0-FNEk_IzxOkwgxuRh2l88StTnOTdDd5K1cHOe5F9n8BiqC_Ss1uHJisQQ7lqDK2T8yhnb4va8lp1KEqK0WVR_jDTNu1wOLKIEQNScQ/s320/comendo_maca%255B1%255D.jpg&imgrefurl=http://elisandradepeso.blogspot.com/2010_07_01_archive.html&usg=__DYJJxdTQxmvOVr90ms5jzMXgM_I=&h=269&w=177&sz=15&hl=pt-pt&start=140&sig2=5ULxNs77m2Jf4p9_LRW5aQ&zoom=0&tbnid=kTpAo27FR6f5-M:&tbnh=112&tbnw=73&ei=6zhNTZe3LZDW4ga9lpmoCQ&prev=/images%3Fq%3Dcomer%2Bma%25C3%25A7a%26hl%3Dpt-pt%26biw%3D1024%26bih%3D531%26gbv%3D2%26tbs%3Disch:10%2C3306&itbs=1&iact=rc&dur=237&oei=yThNTYPdEI3usgbo9JCpDw&esq=9&page=9&ndsp=18&ved=1t:429,r:5,s:140&tx=60&ty=52&biw=1024&bih=531

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

A Reprodução de uma planta angiospérmica

TEMA/ TEORIA: Reprodução nos seres vivos - Reprodução sexuada nas plantas.

Resumo:Numa flor, os órgãos masculinos são os estames e no interior os sacos polínicos existentes na antera são produzidos grãos de pólen. o órgão feminino é o carpelo e no interior do ovário forma-se o gâmeta feminino no óvulo , designado oosfera.
As estruturas que formam os gâmetas são os gametângios. O gâmeta masculino designa-se anterozóide e é produzido no gametângio masculino, o anterídio. O gâmeta feminino designa-se oosfera e é produzido no gametângio feminino designa-se oosfera e é produzido no gametângio feminino, o arquegónio, existente no carpelo, órgão masculino na planta. Para proteger todas estas estruturas é importante a existência de pétalas e sépalas que, estando estas juntas formam uma estrutura designada por tépalas. Para suportas todas estas estruturas existe o esporângio.
PALAVRAS CHAVE: Fecundação; Angeospérmica; Gametangios; Gâmetas; Polinização; Ovário; Oosfera; Anterozóides; Esporófito; Gametófito.

OBSERVAÇÕES:

Observou-se a estrutura de uma flor angiospérmica, ou seja, para proteger a semente gera-se uma estrutura designada por pericarpo, habitualmente designada por fruto. No interior do fruto, no mesocarpo, são armazenadas substâncias de reserva, com elevado valor nutritivo, assim, o fruto constitui um dos tipos de alimentos mais saudáveis.
A flor em questão era um lírio e possuía ambos os órgãos sexuais, ou seja, continha estames e um carpelo, podendo ocorrer polinização directa, caso a estrutura da planta for favorável a essa ocorrência.
Com a observação do posicionamento dos estames e do carpelo foi possível constatar que o carpelo está situado acima dos estames, o que não gera vantagens à ocorrência de polinização directa, assim, esta planta tem a polinização cruzada como meio mais vantajoso.
Na zona das pétalas observou-se a existência de uns pontos cor de laranja mais escuros, talvez pela existência dos feixes condutores ou pela acumulação de pigmentos nesses locais.


Registaram-se as observações de um estame e de um carpelo inteiro, que serão apresentados de seguida.


























Posteriormente procedeu-se à realização de um corte longitudinal ao longo de todo o carpelo, pondo a nú todo o interior desse órgão, incluindo o ovário, onde são produzidos os óvulos.



Após término de uma observação mais superficial, partiu-se para uma análise mais detalhada do carpelo, nomeadamente do estigma, observando-se essa estrutura a uma lupa binocular. Foi assim possível observar uma substância líquida, viscosa e doce, presente no cimo do estigma. Com a existência dessa substância líquida, os insectos são atraídos para essa estrutura, dando um grande contributo à reprodução nas plantas, uma vez que, na maioria das vezes, principalmente nas patas dos insectos, transportam-se grãos de pólen de outras flores, e assim são importantes colaboradores na polinização cruzada.
As espécies que possuem polinização cruzada possuem uma maior variabilidade genética do que as plantas que realizam uma polinização directa, uma vez que existe cruzamento entre gâmetas de diferentes indivíduos e assim os gâmetas são geneticamente diferentes.
De seguida observou-se o ovário cortado longitudinalmente. As observações serão apresentadas de seguida.


De seguida realizou-se uma preparação para observar ao microscópio óptico. Numa lâmina colocou-se um pouco de pólen, retirado das anteras, e misturou-se com um pouco de água destilada, facilitando assim a dispersão dos mesmos. As observações serão apresentadas seguidamente.


Para terminar as observações vai ser apresentada a observação de uma parte de um ovário cortado transversalmente, onde é possível observar os óvulos.


DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

Esta planta é um exemplo de hermafroditismo, uma vez que a flor possui órgãos sexuais masculinos e femininos.
Baseando-se no número de pétalas e por esta flor ser uma flor tipo3, ou seja, possuir três pétalas ou múltiplos de 3, é classificada como monocotiledónea. Com esta classificação pode-se concluir que a semente desta planta não se divide em duas partes iguais.

Com a observação da estrutura desta flor e relativamente à posição dos estames e dos carpelos, é possível concluir que o tipo de polinização mais frequente é a polinização cruzada, uma vez que o carpelo está posicionado acima dos estames, o que não favorece a ocorrência de uma polinização directa. Caso estames estivessem situados acima do carpelo, bastava um pouco de vento e os grãos de pólen caíam directamente no estigma da mesma flor, ocorrendo assim uma polinização directa, polinização essa que não contribui para uma intensa variabilidade genética.
Esta planta estudada possui um ciclo de vida haplodiplonte, uma vez que possui alternância de gerações pela presença de dois organismos multicelulares diferentes ao longo do ciclo.
A flor é o elemento representativo da geração esporófita, uma vez que é nesta estrutura que se produzem os esporos, que sofrem meiose pré espórica, uma vez que a meiose (processo pelo qual se dá a redução cromossómica) ocorre antes da formação dos esporos. O gametângio, local onde se encontram os gâmetas e onde ocorre fecundação, pertence à geração gametófita.
O pólen, que é formado nas anteras, é transferido para um carpelo, mais precisamente para um estigma. Os grãos de pólen germinam, penetrando no ovário e, posteriormente no óvulo, onde se encontra a oosfera, assim, os gâmetas masculinos formados no tubo polínico e os gâmetas femininos existentes nos óvulos fundem-se, originando um zigoto, ou seja a semente. Nesta fase, as paredes do ovário desenvolvem-se constituindo o pericarpo, ou seja, o fruto.
Naturalmente, ou por acção de animais, as sementes caiem no chão e germinam, originando um novo ser.
  • Ciclo de vida da planta:


REFERÊNCIAS: http://www.google.pt/imgres?imgurl=http://www.mundovestibular.com.br/content_images/1/Biologia/angiosperma/angio_ciclo.jpg&imgrefurl=http://www.mundovestibular.com.br/articles/3471/1/REPRODUCAO-DAS-PLANTAS/Paacutegina1.html&usg=__PgzuwcwUt16rJiXeUrOv5TvuzkM=&h=350&w=400&sz=36&hl=pt-pt&start=0&sig2=s9pkYrn_KCRsarA7VYlQSA&zoom=1&tbnid=8LYzaLF0vpPNOM:&tbnh=140&tbnw=159&ei=ZsIwTeaTDI2D4QbpkIWOCg&prev=/images%3Fq%3Dciclo%2Bde%2Bvida%2Bde%2Bangiosperma%26um%3D1%26hl%3Dpt-pt%26sa%3DX%26biw%3D1024%26bih%3D587%26tbs%3Disch:1&um=1&itbs=1&iact=rc&dur=311&oei=ZsIwTeaTDI2D4QbpkIWOCg&esq=1&page=1&ndsp=15&ved=1t:429,r:5,s:0&tx=107&ty=73

http://www.educacao.te.pt/jovem/index.jsp?p=117&idArtigo=376

http://pt.wikipedia.org/wiki/Angiosperma

livro: biologia 11º ano, Terra, universo e vida, da porto editora.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

A Reprodução

Tema/Teoria: Reprodução: assexuada e sexuada.

Resumo: Os seres necessitam de se reproduzir para darem continuidade à sua espécie. Podem reproduzir-se de dois modos: assexuadamente, onde não ocorre a fusão dos gâmetas ou sexuadamente onde ocorre essa mesma fusão, ou seja, fecundação.
Existem vários processos de reprodução assexuada como por exemplo, a Bipartição, Gemulação, Esporulação, Multiplicação vegetativa, Fragmentação e Partenógenese. A reprodução sexuada divide-se em dois processos fundamentais: meiose e fecundação.

Palavras-Chave: Reprodução, Assexuada, Sexuada, Ovo, Gâmeta, Bipartição, Gemulação, Partenógenese, variabilidade genética, Fragmentação, Fecundação, meiose.

Observações:
  • Tem-se como objectivo a elaboração de uma preparação onde se pretende a visualização de períodos de reprodução de organismos. Para a realização desta experiência procedeu-se á criação de uma "armadilha" com algodão para que os organismos (que estão vivos) não conseguissem fugir, e assim ser possível uma permanente observação das situações pretendidas.
  • Utilizou-se um recipiente com água que se encontrava em repouso há algum tempo, para ser possível encontrar o maior número de organismos possível.
  • Devido à falta de sucesso desta experiência, ou seja, não foi conseguido distinguir muitos organismos, e, consequentemente, não foi possível observar nenhum processo de reprodução.
  • Observou-se, portanto, um conjunto de preparações definitivas, observando-se diversos organismos, o penicilium, espirogia, amiba e hidra.
  • Posteriormente procedeu-se à realização de uma outra preparação, tentando novamente o processo concluído sem sucesso, referido anteriormente. Para isso foi utilizada uma água com terra e folhas, em repouso há algum tempo, variando no tempo de repouso, em que um goblé 1 continha a água mais antiga e o 4 continha a água mais recente, tendo a água do goblé 2 e 3 um tempo intermédio, sendo assim possível a visualização de certos protozoários.

  • Nesta situação foi possível a visualização de alguns protozoários, como a paramécia, mas como existiam em pouca quantidade e era difícil de serem encontrados, então deixou-se a água com as folhas e a terra em repouso durante mais uma semana sendo assim possível observar mais protozoários.














(paramécias 1º goblé)

  • Foi também possível observar volvox.













(volvox 1º goblé)















(volvox 1º goblé)









(paramécia 2º goblé)










(volvox 3º goblé)


(no goblé mais recente (4ºgoblé) não foi conseguida a visualização de organismos, podendo-se fazer uma conclusão que quanto mais recente for a água, ma difícil é a visualização deste tipo de organismos).


Discussão dos resultados:

Na primeira aula observou-se a penicilium, spyrogira, hidra, e a ameba.

  • O Penicilium é um fungo que se reproduz assexuadamente, o que impossibilita uma grande variabilidade genética, uma vez que os descendentes são geneticamente semelhantes ao progenitor e geneticamente semelhantes entre si, o que, num caso de alteração do meio poderá trazer graves consequências para a espécie , uma vez que se um ser é gravemente prejudicado os outros seres também o são. Este fungo como muitos outros utiliza como estratégia de reprodução a Esporulação, ou seja, dá-se a formação de esporos, que germinam e dão origem a um novo individuo. Como estas estruturas possuem parede celular bastante resistente é lhes permitido sobreviver em várias condições. O penicilium é um bolor, o bolor do pão.
  • A Espirogira é uma clorofita, ou seja, é um tipo de alga verde, e é ainda constituída por células rectangulares. Este tipo de alga é facilmente encontrado em charcos e regatos. Esta clorófita utiliza dois tipos de reprodução, reprodução sexuada, possibilitando uma grande variabilidade genética e, consequentemente uma maior capacidade de adaptação a alterações do meio, e reprodução assexuada. Quando a espirogira necessita de se reproduzir assexuadamente utiliza a fragmentação, e neste processoo ocorre a divisão do corpo do progenitor e após essa divisão as partes do corpo tem a capacidade de regenerar as que faltam. Quando necessita da reprodução sexuada para se reproduzir, dois filamentos alinham-se e emitem tubos de conjugação, que acabam por formar um canal de conjugação fundando-se. Sendo assim possível proceder a passagem do citoplasma da célula "masculina", ocorrendo a fecundação dos dois citoplasmas e dos gâmetas originando um ovo ou zigoto. Este ovo degenera originando um novo filamento.
  • A hidra possui um corpo cilíndrico em forma de pólipo, é um cnidário que vive em águas doces, é mais facilmente encontrado se a água for fria e limpa. Para se reproduzir a hidra utiliza a reprodução assexuada, por gemulação e a reprodução sexuada, por fecundação. Na reprodução sexuada a hidra macho e a hidra fêmea possuem testículos e ovários respectivamente. A hidra utiliza como processo a fecundação externa, em que a hidra macho liberta os espermatozóides na água, eles percorrem a distancia necessária até a hidra fêmea, onde se dá a fusão do óvulo com o espermatozóide, dando-se assim a fecundação. o zigoto formado desenvolve-se no corpo da hidra mãe, acabando por formar-se uma hidra adulta. Na reprodução assexuada, como já foi referido anteriormente, ela reproduz-se por gemulação, ou seja, nascem no progenitor saliências a que se dá o nome de gemas ou gomos que acabam por crescer e destacam-se, originando assim cada gomo um novo indivíduo.

  • A ameba é um protozoário, um sarcodineo. Nas amebas a reprodução a reprodução é efectuada assexuadamente, e para isso utiliza a bipartição, que consiste na divisão de uma molécula em duas células filhas aproximadamente iguais.



    Na segunda aula já foi possível observar paramécias.

  • A paramécia é um tipo de protozoário, tem um corpo coberto de cílios, e são encontrados em água doce, essencialmente em pequenas poças de água suja. Estes protozoários utilizam para se reproduzir a reprodução assexuada, e o seu método é a bipartição, como já foi explicado anteriormente, a célula mãe divide-se originando duas células filhas iguais.












(paramécia)



Na terceira aula conseguimos observar paramécias e volvox.














(volvox)


  • o volvox é uma clorofita que se reproduz sexuada e assexuadamente.para se reproduzir sexuadamente utiliza a oogamia, ou seja um tipo de anisogamia em que o gâmeta feminino e maior que o masculino e é também imóvel.

Refências:
livro: biologia 11º ano, Terra, universo e vida, da porto editora.
http://en.wikipedia.org/wiki/Penicillium

http://pt.wikipedia.org/wiki/Espirogira

http://pt.wikipedia.org/wiki/Hidra
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ameboide

http://pt.wikipedia.org/wiki/Paramecium

http://www1.ci.uc.pt/pessoal/nunogdias/algario/volvox.htm

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Ciclo Celular

Teoria: Crescimento, Renovação celular e reprodução - Ciclo Celular.

Resumo: As células dividem-se e originam novas células. Na divisão celular a informação genética é autoduplicada e rigorosamente distribuida por cada uma das células-filhas. As moléculas de DNA encontram-se no núcleo das células, associadas a proteínas, constituindo os cromossomas. As duas principais fases do Ciclo Celular são a interfase e a fase mitótica. Na interfase os cromossomas não são visíveis, ocorrendo ainda a replicação do DNA. Na fase mitótica ocorre principalmente a divisão do núcleo e a divisão física da célula.

Palavras-Chave: ciclo celular; citoplasma; cromossomas; DNA; interfase; fase mitótica; prófase; metáfase; anáfase; telófase.

Observações: Com a elaboração de uma preparação para observar as células da raíz da cebola, onde ocorre o crescimento da planta e consequentemente ocorre a divisão celular, sendo esta região designada por meristema, observou-se várias etapas do ciclo celular, nomeadamente várias etapas da fase mitótica.

Foi utilizado o ápice radicular e com este já na lâmina, foi picado de modo a dividir as células e evitar ao máximo células sobrepostas.

Já com a preparação elaborada, esta foi pressionada com o dedo para o ápice ficar melhor esmagado e assim ser possível uma melhor observação das células.

Em seguida, colocou-se a respectiva preparação no microscópio para se observar as várias fases da divisão celular.





Fases do Ciclo celular foram observadas.














Verificou-se que a maioria das células se encontravam em interfase, uma vez que este é o período mais longo do Ciclo Celular.Pela necessidade de utilizar duas preparações diferentes o aspecto das observações não foi indêntico, mas as conclusões foram as mesmas.
Em ambas as preparações usou-se o mesmo corante (orceína acética) para ser possível visualizar os cromossomas (corpos coloridos), uma vez que têm grande afinidade a certos corantes.
Foi usado também ácido clorídrico para dissolver as lamelas medianas que unem as células umas às outras, e assim evitar células sobrepostas.

Discussão dos resultados:
Como já foi referido anteriormente, a maioria das células encontravam-se em interfase, onde se verificavam cromossomas pouco condensados, logo pouco visíveis ao microscópio.
Com os nossos conhecimentos adquiridos nas aulas podemos afirmar que é nesta fase que ocorre a replicação da molécula de DNA, assim, cada cromossoma que anteriormente era constituido por um só cromatídeo passa agora a constituir-se por dois cromatídeos. Também ocorre a formação de organitos e crescimento da célula.

Na prófase os cromatídeos já se visualizam ao microscópio devido ao seu aumento no estado de condensação. Nesta fase os centríolos migram para polos opostos da célula, formando-se entre eles o fuso acromático, constituído por um sistema de microtúbulos proteicos, e a membrana nuclear desorganiza-se.

Na metáfase os cromatídeos dispõem-se no plano equatorial da célula (na zona intermédia da célula) em que os centrómeros se encontram ligados a microtúbulos e os cromossomas encontram-se preparados para se dividirem.

Na anáfase ocorre a divisão dos cromossomas e consequentemente uma divisão uniforme do número de cromatídeos por ambas as células-filhas, permitindo que cada célula filha possua a mesma quantidade de DNA que a célula mãe e assim permitir a manutenção da informação genética de geração em geração.

Na telófase ocorre uma reorganização membranar e o fuso acromático dissolve-se. Formam-se dois núcleos, um para cada célula-filha, ambas com quantidades que DNA semelhantes à da célula-mãe.

Na citocinese verifica-se a divisão física da célula e, assim, a formação de duas células-filhas.

NOTA: A citocinese nas células animais ocorre por estrangulamento, ou seja, um anel contrátil de microfilamentos proteicos localiza-se no meio da célula e "puxa" a membrana celular para o interior da célula, fazendo assim a divisão da célula.

Nas células vegetais a existência de uma parede celular impede que este mecanismo se verifique, uma vez que a parede celular cede rigidez à celula e impede-a do estrangulamento sendo assim, nesta experiência foi observada outro tipo de citocinese.

Nas células vegetais, no periodo da citocinese, vesículas provenientes do complexo de Golghi alinham-se na região equatorial da célula e dissolvem-se, formando o fragmoplasto, originando a membrana plasmática das células-filhas.


(Divisão celular)

Esta experiencia serviu essencialmente para abrir os nossos horizontes sobre a maneira como os seres se desenvolvem e regeneram. A capacidade das células é realmente impressionante e a duração de todas estas fases analizadas podem variar de ser para ser, mas a maneira como ocorrem é muito semelhante.

  • Referências bibliográficas:
    http://www.youtube.com/watch?v=6COxMt9gMdQ&feature=related(video do ciclo celular).
  • SANTOS, António; SANTOS, Magda; SANTOS, Maria. 2005. Biologia e Geologia: o essencial 11º. Lisboa: ASA Editores, S.A.
  • SILVA, Amparo. [et al]. 2009. TERRA, UNIVERSO DE VIDA: 1ªParte Biologia. [S.1.]: Porto Editora.